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Mayhem é Realmente um Caos

O sétimo álbum de estúdio da mundialmente conhecida Lady Gaga é um desastre, mas não como o esperado. Com um estética dark e psicodélica, Gaga prometeu voltar as origens com “Mayhem”, mas tentou repetiu a fórmula de sucesso de The Fame fracassadamente. Todavia, o álbum foi indicado ao Grammy’s, incluindo a categoria de álbum do ano!

“Disease”, tecnicamente o segundo single do álbum (pois Gaga incluiu Die With A Smile no álbum, mesmo não estando originalmente nos planos), é uma delícia de música. O refrão psicodélico e assombroso trás um clima que a cantora não conseguia trazer desde The Fame Monster. A música é um electropop que fazia falta na carreira de Gaga, sentimento que seu penúltimo álbum, “Chromatica”, não chegou nem de perto a atingir.

“Abracadabra”, o terceiro single do álbum, é cheio de vida, mas repetitivo e cansativo. “Disease” conseguiu estabelecer o tom do álbum muito bem, pois o resto do álbum continua na pegada electro-pop/dance-pop da opening track, mas o terceiro single faz um uso peculiar desses ritmos, e não de um jeito positivo. A música é clichê, parece que Gaga estava tentando replicar o sucesso e aclamação de Bad Romance em uma música mais psicodélica, mas chiclete igual, e simplesmente não funciona.

O álbum começa de maneira fenomenal, apenas tendo o deslize do hit “Abracadabra”. “Garden Of Eden” é clichê, mas boa! É contagiante, com ritmos eletrizantes e gostosos de dançar, sensações que não são passadas nas maiorias das tracks. “Vanish Into You” tem um ritmo mais glam rock/disco, que é bem satisfatório de se ouvir, mas ainda não passa o mesmo sentimento das outras tracks do álbum.

Antes de começar a queda, é preciso dar destaque a melhor música do álbum “Perfect Celebrity”. A track mistura elementos do electro-pop com o grunge e sai uma das melhores músicas da carreira da Gaga. Com uma clara crítica aos haters em versos como (You Love To Hate Me / I’m The Perfect Celebrity), Lady Gaga trás um ritmo não visto há mais de 15 anos.

“Die With A Smile”, o smash hit de 2024, que originalmente não ia ser incluído no álbum, não é uma adição que faz sentido para “Mayhem”. A música é um pop/soft rock com elementos de baladas de piano, gêneros que não fazem o mínimo de sentido com o electro/dance pop pesado que o álbum pregava e, além de ser boa, perde sua essência em “Mayhem”.

Todas as outras tracks não comentadas nessa review são farinha do mesmo saco, tentam replicar a glória dos primeiros álbuns da cantora, mas falham miseravelmente e ficam se repetindo por 40 minutos. Parece que Gaga tentou sugar a fórmula de sucesso de “The Fame” 15 anos depois do lançamento e esqueceu que, como todas as outras coisas, músicas ficam datadas.

Já algo que Gaga acertou em cheio neste álbum foi a estética, mesmo não conseguindo entregar o prometido nas músicas, a cantora foi a fundo na estética dark, entregando looks, penteados e um caminhão de fotos pros fãs. A ideia do álbum é incrível, pena que a execução não é das melhores.

“Mayhem” poderia ter sido o maior acerto da carreira de Gaga, mas no final foi só mais um álbum que teve certo burburinho, mas será esquecido em poucos anos caso não ganhe a categoria principal do Grammy’s. Seu conceito, letras, instrumental e vocais são muito bons, mas tudo isso combinado não se torna uma mistura agradável.


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